18 de out. de 2014
27 de jun. de 2013
" NO ENTARDECER….A QUEDA DE UMA LÁGRIMA"
JÁ NÃO SOU EU A QUE RI E A QUE CHORA...
MAS SIM, AQUELA
QUE CORRE COMO LOUCA, ESTRADA FORA...
À PROCURA DE MIM
NUM POEMA INVENTADO
EM VERSOS AMARGURADOS
NUM CONTEXTO ADEQUADO
DE MISTÉRIOS INTRIGADOS
TALVEZ SEJA…
A LÁGRIMA DE UM SUSTENIDO
DE UM GRITO NESTE MEU MUNDO PERDIDO
NO MEU SER INDEFINIDO
DESTE MEU QUERER DESMEDIDO
OUSEI…SIM, OUSEI
ESCREVER ÂMAGOS SENTIRES
DESTA ESSÊNCIA DE MIM
JÁ NÃO SOU EU A QUE RI E A QUE CHORA...
MAS SIM, AQUELA
QUE EM, DÓ MENOR, ENTOA O FADO
DE UMA TRISTE SINA
E SE QUADRAS OUSASSE FAZER
NO MEU PEITO DESNUDADO
TALVEZ CONSEGUISSE ESCREVER
ESTE POEMA INACABADO
EM SONIDOS DO SILÊNCIO
GRITEI
E NESTE PRECIPÍCIO
ONDE IMPERA O SACRIFÍCIO
SÓ EU…MAS, MESMO SÓ EU…
ESTE MEU GRITO…ESCUTEI!!!
AUTORA: LOURDES SALVADOR
8 de nov. de 2012
" AS ROSAS TAMBÉM CHORAM "
As lágrimas caiem no rosto de uma rosa
Outrora formosa
Na sua beleza e conduta
Mas o destino é cruel
E a vida f..d...p...
E a rosa, hoje, deixa cair pétala a pétala
Perdida entre a loucura e a sanidade
De dores, que o seu corpo já não pode aguentar
Já não se move
Mas seus olhos continuam a chorar
Tal e qual como os dos amigos
Vêm-na padecer
Sem nada puderem fazer
Sua alma enegrecida
De coração despedaçado
Deixam caír, também
Uma furtiva lágrima!
E, eu...
Do outro lado do rio
Onde o mar se debate
Em guardar mil segredos
Deixo que chores no meu colo
E, simplesmente...
Meigamente, beijo as tuas lágrimas
E, choro, contigo!
AUTORA: LOURDES S.
" NÃO ME TRAIAS CORAÇÃO "
A nostalgia de Outono, a uns cria depressões, a outros ilusões
E é na ilusão dos sentires
Imaginados na fantasia
Que se sonha
Dizem que os poetas são loucos
Mas que abençoada loucura
Que se aquece junto à lareira
Explodindo o coração
No vibrar de uma alma
E num deslizar de pena, jorrando vontades, sentimentos
Gritos silenciosos
É assim a ânsia de amar!!!
De facto, junto à lareira, com o fogo a crepitar, torna-se indispensável a existência de um bom vinho a decantar...
Mas com companhia porque senão será muito monótono e até poderá dar para embebedar para afagar as tristezas...
Pois é mesmo disso que eu estou a precisar.
Mas que mente poluída a tua... Em que estarás tu a pensar? Como o desejo pode trair uma amizade... Ah! Já me esquecia, então vamos brindar com o vinho já decantado e olhar serenamente o fogo que, lentamente, se vai apagando... mas antes que faça frio, aconcheguemo-nos...dizes-me
Não sei se conseguiria estar num ambiente assim, com alguém como tu
Tinha medo, sabes?
Tinha medo que na minha mão estivessem todos aqueles sonhos
Que a caneta transborda na folha de papel
E que o meu coração grita
Tinha medo de ver com olhos de ver...
Uns olhos da cor do mar bravio
Tinha medo de ter medo, conforme diz o meu vídeo
Tinha medo
Medo que abrisse as mãos e deixasse fugir este meu sonho
E aí...
Aí seria como este meu último vídeo
UM LAMENTO DE AMOR
E então a lágrima cairia
Onde está a minha sonata?
Pois... Nas mãos vazias
Cheias de nada
Quero sentir o meu coração a bater junto do teu peito, ao invés de mim que me afasto
Quero ouvir o teu respirar, olharmo-nos olhos nos olhos
Mas como não digo nada, pensas que o meu silêncio significa que não estarei pelos ajustes
Da indiferênça
Paciência, mais uma decepção, pensas e sentes, tu.
Mas eu, eu estou atentamente a escutar-te
E tu já não avanças mais para não te sentires frustrado
Não te sintas frustrado...Acho que a isto já respondi TENHO MEDO.
Mas tu és teimoso e insistes
Tens medo de quê, de estares sozinha comigo, olhando-nos fixamente...
De que cor são os teus olhos, pergunto eu
É evidente que nada nos move a fazer amor, contudo, há momentos, que embora não façamos nada para que isso aconteça, existem outros valores que se levantam... a cor dos meus olhos são da cor do mar
verdes como tu referes em poemas... Da cor do mar
VÊS
Os olhos das minhas sonatas
Dos meus gritos silenciosos
Poderia nas mesmas inventar uns olhos castanhos
Mas não....Inventei num sonho
Uns olhos da cor do mar bravio
Condizem...
Com a revolta, do meu grito
Exactamente, é esse o termo que tu aplicas. Um mar bravio, mas não revoltoso.
Poderia ser bravio, mas jamais se tornará revoltoso se as ondas se desfizerem em ilusões.
Nada me moverá contra ti se nada quiseres, apenas limitar-me-ei a respeitar os teus ideais e não ficarei nada zangado contigo, apenas revoltado comigo próprio por não saber cativar-te, isto se algum dia acontecer... Porque agora estou a sonhar acordado
Sonha meu coração...Sonha
Sonha...É bom sonhar
Quando o sonho faz despertar a alma e bater o coração
E, quantas vezes nesses sonhos, dizemos para nós próprios
Afinal, ainda estamos vivos
Leva-me a dançar
DANÇAR...DANÇAR...DANÇAR...
E nos teus braços, deixa-me sonhar
Deixa-me deslizar os dedos no teu peito,
Suavemente
Meigamente
Ternamente
Numa sonata
Aí talvez.......................
Eu sentisse
Sim, com muito carinho
Muito ternamente afagando-me o rosto
Passando as tuas mãos no meu cabelo
Acariciar-me e apertar-me devagarinho contra ti
Começarmos a ouvir o respirar um do outro
Como se fosse o chilrear de um passarinho
Procurando, nas asas da liberdade, que as nossas bocas se unam
Para num muito terno beijo abraçarmos a felicidade
Vivida nesse momento
E eu... eu tremendo num desafio oprimido....
Deixar-me-ía voar nos braços da ternura
Ai como os meus cabelos sorririam de contentamento
Ai como meu rosto enrubresceria no fogo que me arde
Ai como o calor do teu respirar me chamaria
Meus olhos atrever-se-íam a beijar-te
Aí sim
Seria a perdição dos sentidos
Porque...
Para que nossas bocas se unam, na ânsia da descoberta
Do sentir, um pouco de amor
Nossos olhos têm de se encontrar
Num beijo de profundo amor
Tal e qual uma sonata tocada em dó menor
Numa súplica ao meu sentir
Não!
Não me traias coração!
AUTORA: LOURDES S.
" É ASSIM "
É assim que eu me encandeio
E me fascino
No brilho dos teus olhos
E cego meus desejos
Nos poemas arrojados
Nas letras transcritas
Com tinta inexistente
Na ângustia de um grito
E é no cheiro a maresia
No crepúsculo da tarde
Onde o Sol se esconde
Para ninguém lhe ver as lágrimas
Que o sussurro surge
Em forma de prefácio imaginado
Mas não escrito
Nas folhas da ambição
Nas letras jorradas
Num vale de lágrimas
É assim um olhar
Perdido no horizonte
Quem sabe à minha procura!
AUTORA: LOURDES S.
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